30
Jul 14

Todos nós temos projetos, todos os dias. O próprio dia é ele mesmo um projeto que se projeta e é projetado. Temos a agenda do dia e o primeiro passo, por assim dizer, é levantar da cama! Bom, na verdade, antes disso, até é o acordar! Sim, depois, vem o abrir dos olhos, etc. Mas vamos tomar como primeiro passo físico o levantar da cama. A partir daí não paramos. Já estamos no processo de implementação do projeto do dia, que se compõe de outros projetos dissociados entre si. Vamos olhar para a agenda e ver onde despendemos mais tempo em cada subprojeto do projeto. Mesmo que não haja uma agenda, é impossível não se ir fazendo um projeto, nem que o desígnio seja ficar na cama. Não nos safamos de ter de tomar uma decisão, seja ela qual for, em função de um objetivo/projeto. Claro que se tivermos um projeto interessante que nos permita exercitar corpo e cabeça e ainda obter benefícios a partir dele, tanto melhor. Este tipo de projeto falta a muita gente que se queixa da vida sem saber o que fazer dela, porque todos os dias estas pessoas optam pelo tipo de projeto de "fazer nada, senão falar mal da vida". Quando não se tem tempo para nada é quando mais surgem todos os projetos nas nossas cabecinhas. Há tempo para libertar a mente e deixar as ideias escapar. Mas daí até ao início da implementação... vai um pedaço! Um projeto é o que se planeia ou pretende fazer, mas poderá não passar à prática se falarmos de projetos elaborados, aqueles que precisam mesmo da nossa ação intencionada, ou seja, não são concretizados por darmos simples passos como sair da cama, vestir, tomar o pequeno-almoço, apanhar o metro e chegar ao destino para tomar café! Quando se tem algum projeto, mas nem sempre se tem tempo para lhe dar tempo real de reflexão, composição e implementação, poder-se-á aproveitar o tempo livre para ir dando o passo seguinte, ou, pelo menos, avançar algo mais na direção da sua concretização. Quando não é prioritário, poderá ir sendo feito. Isto dá-nos algum gozo nos tempos mortos, porque sabemos o que fazer com eles de uma forma positiva. Aproveitar o tempo morto para algo que queremos fazer e nem sempre podemos atribuir tempo ajuda a manter o ânimo e favorece a alma. Algo que o verdadeiro "Freelancer" experiencia: ritmos acelerados contra o tempo/ritmos mortos cheios de tempo.

publicado por Gabriela Lima às 13:05

05
Jun 14

A perseverança tem destas coisas: não se volta atrás, ergue-se o pescoço e continua-se em frente. Sim, parece que se volta atrás, mas não é assim. Sabemos todos, é aquele movimento em espiral "de subida". Um sem-fim que não pode parar de girar; pode abrandar, mas não pode parar de girar! Ou então é como andar nos aviões do parque de diversões, aqueles que somos nós a controlar as descidas e as subidas. Se olharmos de repente, até é divertido. Estamos quase a chegar lá em baixo e zuca, prego ao pedal e lançamento para o espaço. E porque não permitirmo-nos estar 10 minutos no fundo do mar, em modo de mergulho, contemplar o desafio de abafarmos, e acelerar o regresso com força revigorada? Sentir é bom, deixar sentir é melhor, representar em pensamento nem se fala, tudo em 10 minutos. E depois, depois deixar fluir no countdown que nos traz de novo à vida real, com energia e vontade intensificadas. O que é ruim fica lá, nessa dimensão excluída, dando lugar às imagens de usabilidade, praticabilidade, visibilidade e integridade.

publicado por Gabriela Lima às 22:53

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