16
Fev 18

Como é quando já não estão?

Nunca sentiríamos a falta como sentimos agora!

Na maioria dos dias associamos ideias, pensamentos, comentários, ações, coisas, lugares, sentimentos diversos que nos fazem recordar e, de alguma forma, voltar a estar com eles.

Em dúvida, pomo-nos no lugar deles para definirmos como decidimos, o que fazemos, o que dizemos... e a resposta vem até nós!

Porque já não choramos há muito tempo, a sua imagem ou a falta dela ajuda a sacar lágrimas de tristeza, conforto, agonia, carinho, alegria, alívio.

Num dia feliz, sentimos a sua leveza a tocar-nos para nos congratular.

Num dia chuvoso, sentimos o seu calor a tocar-nos a pele e aquecer a nossa alma, mais uma vez!

Num dia azul, a luz penetra e sabemos que estão lá.

Num dia com algumas nuvens densas e brancas, completamos o formato e vêmo-los novamente.

Enfim, apesar de sabermos que não estão cá, sabemos que estão cá, sim, porque assim o queremos!

 

 

publicado por Gabriela Lima às 12:22

30
Jul 14

Todos nós temos projetos, todos os dias. O próprio dia é ele mesmo um projeto que se projeta e é projetado. Temos a agenda do dia e o primeiro passo, por assim dizer, é levantar da cama! Bom, na verdade, antes disso, até é o acordar! Sim, depois, vem o abrir dos olhos, etc. Mas vamos tomar como primeiro passo físico o levantar da cama. A partir daí não paramos. Já estamos no processo de implementação do projeto do dia, que se compõe de outros projetos dissociados entre si. Vamos olhar para a agenda e ver onde despendemos mais tempo em cada subprojeto do projeto. Mesmo que não haja uma agenda, é impossível não se ir fazendo um projeto, nem que o desígnio seja ficar na cama. Não nos safamos de ter de tomar uma decisão, seja ela qual for, em função de um objetivo/projeto. Claro que se tivermos um projeto interessante que nos permita exercitar corpo e cabeça e ainda obter benefícios a partir dele, tanto melhor. Este tipo de projeto falta a muita gente que se queixa da vida sem saber o que fazer dela, porque todos os dias estas pessoas optam pelo tipo de projeto de "fazer nada, senão falar mal da vida". Quando não se tem tempo para nada é quando mais surgem todos os projetos nas nossas cabecinhas. Há tempo para libertar a mente e deixar as ideias escapar. Mas daí até ao início da implementação... vai um pedaço! Um projeto é o que se planeia ou pretende fazer, mas poderá não passar à prática se falarmos de projetos elaborados, aqueles que precisam mesmo da nossa ação intencionada, ou seja, não são concretizados por darmos simples passos como sair da cama, vestir, tomar o pequeno-almoço, apanhar o metro e chegar ao destino para tomar café! Quando se tem algum projeto, mas nem sempre se tem tempo para lhe dar tempo real de reflexão, composição e implementação, poder-se-á aproveitar o tempo livre para ir dando o passo seguinte, ou, pelo menos, avançar algo mais na direção da sua concretização. Quando não é prioritário, poderá ir sendo feito. Isto dá-nos algum gozo nos tempos mortos, porque sabemos o que fazer com eles de uma forma positiva. Aproveitar o tempo morto para algo que queremos fazer e nem sempre podemos atribuir tempo ajuda a manter o ânimo e favorece a alma. Algo que o verdadeiro "Freelancer" experiencia: ritmos acelerados contra o tempo/ritmos mortos cheios de tempo.

publicado por Gabriela Lima às 13:05

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