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Out 18

Poder nunca esquecer os nossos sonhos

 

Circundo a passear, a correr e a saltitar um lago, não muito grande, não muito pequeno! Um lago rodeado de árvores, arbustos, plantas e flores diversas e um imenso relvado, verde e fofinho onde estendemos toalhas e nos deleitamos ao sol, a comer uns snacks, a conversar, a contemplar a atmosfera, grupos de pessoas a rir, a preparar-se para as atividades ali existentes, a entrar no barco ou na gaivota que os leva à pequena ilha com diversões, tais como escorregas, cordas de lanço e salto livre na água ou sobre esquis de água que deslizam à velocidade de lanchas que vão pelo lago fora… alguém fotografa todo o ambiente, clique para cá, clique para lá; outro alguém escrevinha, reflete e conversa com o colega que, de imediato, aponta ao alvo e mais um clique. O alvo, agora, é um casal. Um casal, de certa forma, aperaltado, agarrado, sorridente, olhos com olhos, beijo apaixonado, sempre mudando de cenário. Eis que, de repente, se percebe, trata-se de um pedido de noivado surpresa para a ainda não noiva que parece que vai aceitar sê-lo. Um momento, um sonho que vai ficar devidamente documentado. O fotógrafo concentrado parece também mostrar-se emocionado, pois, aqui e agora, se deu início a uma nova forma de estar e querer preservar! Mais adiante, vejo, desta vez, uma fotógrafa, a fotografar uma família de umas cerca de dez pessoas, pais e pais de pais e alguns pimpolhos a fazerem as caretas e os pinos mais esquisitos, a rir à farta e a fazer a melhor pose para o registo mais divertido de sempre.

Os SONHOS deviam ser fotografados!

publicado por Gabriela Lima às 12:48

18
Mar 16

Ultimamente tenho lido sobre «hipnose acidental» (Biddulph, 1998) e educação positiva, que acho uma abordagem extremamente interessante. É facto que temos enraizadas expressões que acabamos por utilizar com tanta ignorância e ingenuidade, sem colocar em questão o que estamos para aqui a dizer e que repercussões pode ter nas crianças ao longo do seu crescimento. E dou por mim a utilizá-las também... pelo menos, já começo a ter mais consciência e tento corrigir a seguir, porque é muito difícil reformular para expressões/perguntas positivas antes de "saírem" as expressões "batidas" (sim, nós também estamos hipnotizados) que afinal poderão "descontribuir" para a verdadeira construção da personalidade. Mas de dia para dia, a coisa vai melhorando e é, afinal, também um processo de aprendizagem e construção nossa, dos pais, um esforço, portanto!! Mesmo corrigindo(-me) a seguir, noto que há uma reação mais positiva, por isso, não é só teoria, não senhor (porque muitos acham isto pura teoria, o que é uma pena). Não posso deixar, assim, este tema de lado, tenho de falar dele, nem que seja aos poucos e mesmo sem um plano estruturado. Vou expondo o que me parece ser uma nota importante a transmitir, e sustentando-me nos livros que tenho como minha referência. Oxalá encontrem igualmente interesse. Comecei por folhear uns quantos livros na livraria e, até hoje, deparei-me essencialmente com dois que acabam por convergir em muitas ideias e formas de estudo/avaliação/formação de pais e crianças. Na verdade, encontrei três, mas o primeiro, não sei como, perdi-o e não me recordo do título nem autor, o que é uma pena, porque era um livro pequeno, praticamente um guia, com imensas dicas interessantes, praticáveis e eficazes, que me ajudou imenso nos primeiros anos da criança. Um deles é “O segredo das crianças felizes”, da autoria de Steve Biddulph. Chama a atenção para algo que nunca me tinha ocorrido antes: a hipnose acidental. É incrível como eu me revejo nas suas palavras, hoje como adulta. Eu fui hipnotizada. Na verdade, todos fomos, continuamos a ser e fazemo-lo com os outros. Só que esta hipnose não é lá muito interessante quando se torna prejudicial na condução dos nossos pensamentos e ações e, portanto, alcance de resultados. Mas, afinal, o que é isto da hipnose acidental? O que se passa é que “sem se aperceberem disso, os pais incutem mensagens nas mentes dos filhos, e, se estas mensagens não forem fortemente contrariadas, acabam por se repercutir ao longo de uma vida inteira” (Biddulph, 1998). Muitas vezes, são meras repetições do que os nossos pais nos diziam quando éramos crianças, jovens e, se calhar, continuam a dizer em adultos. “O espírito das crianças é fortemente influenciado por afirmações começadas pelas palavras «tu és». Se a mensagem for «tu és preguiçoso», ou «tu és um miúdo fixe», estas mensagens de pessoas grandes e importantes vão enraizar-se profunda e firmemente no inconsciente da criança. É impressionante o número de adultos (…), no meio de uma crise, [que recordam] aquilo que lhes disseram em crianças: «Sou um inútil, sei-o perfeitamente»” e “Todos os dias hipnotizamos os nossos filhos. Já agora, mais vale fazê-lo como deve ser!” (Biddulph, 1998). “A maneira de dizer” é deveras importante. “O bom uso das palavras ajuda a formar crianças aptas” e “usar expressões positivas ajuda as crianças a pensarem e agirem positivamente e a sentirem-se aptas a enfrentar uma grande variedade de situações. Fá-las imaginar o sucesso e persuade-as a procurar ter bons resultados. As nossas palavras de encorajamento irão acompanhá-las uma vida inteira” (Biddulph, 1998). E, depois, nós próprios, pais, temos de nos tratar melhor também, dedicando algum tempo (pouco que seja) às nossas coisinhas, para, depois, podermos estar aptos a voltar a dedicar o resto do tempo aos nossos diabinhos. Algo importante, que tenho de referir, é deitarmo-nos “com as pazes feitas” (Dias. Magda G., 2015) com eles. Também Magda Gomes Dias escreve “Crianças felizes” com o intuito de nos dar perspetivas melhores e mais interessantes de como podemos levar o dia-a-dia com mais leveza e superar obstáculos de forma mais apaziguada. Zangamo-nos, mas, na hora de deitar não devemos descurar o beijinho da boa-noite, o carinho do embalar para que descanse bem, pois “isto devolve a esperança à criança e aos pais que amanhã será um dia melhor e que, quando nos sentimos perdoados, acreditamos que podemos fazer melhor” (Dias. Magda G., 2015). Eu tenho um exemplo cá em casa. O meu passou por lhe dizer sempre, sem ter noção do meu erro, «És sempre a mesma desarrumada», mas, depois, ao dar-me conta disto, mudei a abordagem e passei a dizer antes «Agora está na altura de arrumares os teus brinquedos». Sem irritações, berros e negativismo, mas com segurança, assertividade e confiança. Para que a criança possa ir assimilando e percecionando a sua obrigação, responsabilidade de uma forma construtiva e positiva. Sim, vai reclamar e nós vamos desesperar… o melhor é respirar fundo, contar até 10 e conversar, perguntar, ESCUTAR, olhos nos olhos, explicar, esclarecer. Cada qual tem de encontrar a melhor forma porque cada caso é um caso. Apesar das semelhanças, somos todos diferentes. A verdade é que a criança vai interiorizando e integrando ao longo do tempo até que um dia ela toma a decisão, sozinha, de arrumar. Talvez não arrume tudo com método e disciplina, mas tomou a iniciativa de arrumar. O meu próximo passo agora é ajudar a criar mais método… obriga-me a restruturar frases para o fazer de forma positiva… na verdade, é um processo, não um momento.

publicado por Gabriela Lima às 18:51

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