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Mai 14

Agarra-se para não mais largar. É o que dizemos sempre. Será que somos assim tão constantes? Melhor seria dizer, perseverantes. Às vezes, tenho a impressão de que a minha vida é uma manta de retalhos, tão interconectados como claramente desconectados, mas a verdade é que formam a minha manta e, portanto, em algum momento eu os tenho ligados por motivos de transversalidade. Li um artigo algures, um dia destes, que pequenas coisas aparentemente soltas formam algo coeso e até de grande dimensão. Eu olho para os meus retalhos e, a ver bem de perto, eles têm algo de comum e, afinal, na distância encontram-se pontes e são pontes que podem levar a um caminho, porque eu sou aquilo tudo. Estamos tão habituados a separar as coisas que nos esquecemos de as interligar. Ao primeiro olhar, parece uma parvoíce. O que tem A a ver com B? Ah, mas até pode ter! Afinal, todos os retalhos constituem aprendizagens e nós só temos de tirar partido delas, reconhecê-las, voltar a estudá-las, aprimorá-las e fundi-las em algo muito melhor e útil. Há um certo sentido de "inutilidade" gerado e alimentado pelas sociedades, hoje. Mas a verdade é que o próprio sentido de "inutilidade" pode ser utilizado como forma de alerta para não deixar cair. Quantas e quantas vezes (se calhar também mesmo os grandes empresários) sentiram esse impulso de se sentirem "inúteis". A forma como se trata essa impressão é que, de certo modo, modela o percurso a seguir. Sim, na base disto está uma grande insegurança, mas as pessoas seguras também são extremamente inseguras... às tantas, são as mais inseguras, porque têm predisposição natural para isso, mas à força de serem assim, reforçaram as suas defesas para superar, continuando, sendo perseverantes...

publicado por Gabriela Lima às 10:48

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