28
Fev 18

“É quando estamos iludidos e a coisa corre mal” diria a minha mãe, refastelada no sofá durante uma tarde em que conversamos, como tantas outras, e ainda sem nos atirarmos uma à outra por irmos por caminhos diferentes. Ahhh, era tão bom, éramos muito calorosas a discutir e ao mesmo tempo inseparáveis!!!

“É quando se quer ter o que não se vê que não se pode nem se vai ter”, diria a minha tia, sentada no seu sofá agarrada a um trapo qualquer que cosia ou a um bordado ou a uma malha.

“É quando queremos tanto uma coisa ou alguém e não nos apercebemos de que vai correr mal porque não se viu ou não se quis ver a tendência do resultado final”, diria eu, numa tentativa de combinar as duas perspetivas atrás.

Que saudades destas duas senhoras!!!

Muito continuam a ensinar-me, pois é agora, e cada vez mais, que as ouço e lhes dou razão! Tudo tem o seu tempo e estou no percurso de rebuscar os ensinamentos antigos de acordo com cada contexto e dou por mim a consolar-me de ter tido tanta sorte de ter uma família assim.

“Quando algo corre mal e ficamos muito tristes, não te preocupes, o tempo cura tudo e quando deres por ela, pertence ao passado e ajudou a compor o futuro que será, nesse momento, o presente! O tempo cura tudo, minha pequenina!” – Dizia-me a mãe sentada ao meu lado, preocupada por mim e a querer consolar-me! E é verdade, a agonia que sentia ontem, hoje já não a sinto assim. Ficou ancorada no seu momento, transformando-se na história da minha vida. E eu não quero esquecer até mesmo o menos bom, pois sei que o facto de me lembrar irá ajudar-me a redefinir opiniões, percursos, ações ou puramente a enriquecer um momento. Estuda-se a história para melhorar o futuro do presente. E a nossa história pessoal é importante, sobretudo se conseguimos olhar para ela, passado algum tempo, de uma forma neutra, crítica, autocrítica também e redesenhar-nos naquilo que queremos ser, não apenas parecer.

publicado por Gabriela Lima às 19:32

16
Fev 18

Como é quando já não estão?

Nunca sentiríamos a falta como sentimos agora!

Na maioria dos dias associamos ideias, pensamentos, comentários, ações, coisas, lugares, sentimentos diversos que nos fazem recordar e, de alguma forma, voltar a estar com eles.

Em dúvida, pomo-nos no lugar deles para definirmos como decidimos, o que fazemos, o que dizemos... e a resposta vem até nós!

Porque já não choramos há muito tempo, a sua imagem ou a falta dela ajuda a sacar lágrimas de tristeza, conforto, agonia, carinho, alegria, alívio.

Num dia feliz, sentimos a sua leveza a tocar-nos para nos congratular.

Num dia chuvoso, sentimos o seu calor a tocar-nos a pele e aquecer a nossa alma, mais uma vez!

Num dia azul, a luz penetra e sabemos que estão lá.

Num dia com algumas nuvens densas e brancas, completamos o formato e vêmo-los novamente.

Enfim, apesar de sabermos que não estão cá, sabemos que estão cá, sim, porque assim o queremos!

 

 

publicado por Gabriela Lima às 12:22

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